Friday, March 09, 2007



Estamos nos anos sessenta. Anos de difíceis conquistas. Nasci, sobre o regime ditatorial. A guerra colonial existe desde 61. Salazar morre em 70. Os meus pais dão-me todo o conforto e não me falta nada. Muito cedo, percebo o medo.

Em 74, A Revolução. Parecia uma festa. O Medo, volta a instalar-se e persegue-me.

A injustiça social, o liceu, a adolescência precoce, o mundo e o medo. Começo a pintar aos 14 anos e o medo. Aos 18 anos, sou uma atleta de alta competição e já ganhei todos títulos nacionais mais importantes. Aos 22 anos, sou bacharel na língua francesa.

Insiro-me numa espiral de conhecimentos, viajo, arrisco, desisto temporariamente e volto a pintar. Os dias são difíceis. Não há muita esperança de conseguir pintar. Sempre o Medo.

Entre outros estudos e muitas profissões, cresço, educo-me, conheço e vou pintando sem pressa ao som da música.

Começo a expor no ano de 1987, entre espaços lúgubres e espaços agradáveis, entre o barulho e o silêncio. O meio artístico é pequeno e olham-nos de lado. – Quem são eles?

Inicio, a carreira de docente na disciplina de Educação Visual e Tecnológica no ano de 1998 até aos dias de hoje e ainda com o medo a rondar.

A pintura, o acto criativo sempre me acompanhou, quer de uma forma mais activa ou não e o Medo também nas suas multifacetadas formas.

Viva o acto criativo!

5 comments:

sophiarui said...

Paula, ainda não tinha passado por aqui e fiquei muito bem impressionada!! aviso-te já que te vou chagar o piolho para ver estas pinturas ao vivo e a cores!!

abraço e até 6ª!

Paula Elvas said...

Obrigada pela tua boa vontade! Até breve.

Elsa said...

Olá!
A dscoberta, de algo de inspirador, faz com que cada vez pense que tens algo de muito importante para mostrar.
Gostei muito do que vi. sabes mesmo o que fazes!
Tens mesmo qe continuar!

Bjs!

Paula Elvas said...

Obrigada pelas palavras encorajadoras!

Unknown said...

Olá Paulinha,

Não conhecia nada dos teus trabalhos e confesso que apenas um passar de olhos não é suficiente para comentar, impressionante o do pé que vai pisar uma espécie de vidro quebrado. Tens uma biografia repleta de emoções, grande Paulinha.

Beijinhos
Guida