Sunday, June 24, 2007
Wednesday, May 30, 2007
Thursday, May 03, 2007
Friday, April 27, 2007
Saturday, April 07, 2007
Friday, March 09, 2007

Estamos nos anos sessenta. Anos de difíceis conquistas. Nasci, sobre o regime ditatorial. A guerra colonial existe desde 61. Salazar morre em 70. Os meus pais dão-me todo o conforto e não me falta nada. Muito cedo, percebo o medo.
Em 74, A Revolução. Parecia uma festa. O Medo, volta a instalar-se e persegue-me.
A injustiça social, o liceu, a adolescência precoce, o mundo e o medo. Começo a pintar aos 14 anos e o medo. Aos 18 anos, sou uma atleta de alta competição e já ganhei todos títulos nacionais mais importantes. Aos 22 anos, sou bacharel na língua francesa.
Insiro-me numa espiral de conhecimentos, viajo, arrisco, desisto temporariamente e volto a pintar. Os dias são difíceis. Não há muita esperança de conseguir pintar. Sempre o Medo.
Entre outros estudos e muitas profissões, cresço, educo-me, conheço e vou pintando sem pressa ao som da música.
Começo a expor no ano de 1987, entre espaços lúgubres e espaços agradáveis, entre o barulho e o silêncio. O meio artístico é pequeno e olham-nos de lado. – Quem são eles?
Inicio, a carreira de docente na disciplina de Educação Visual e Tecnológica no ano de 1998 até aos dias de hoje e ainda com o medo a rondar.
A pintura, o acto criativo sempre me acompanhou, quer de uma forma mais activa ou não e o Medo também nas suas multifacetadas formas.
Viva o acto criativo!
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